Jornal NCYT Amazings da Espanha faz matéria sobre nossas máscaras em parceria com a Elka
21/05/2020
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A startup Nanox, com sede na cidade de São Carlos (SP), desenvolveu em colaboração com a indústria de plásticos Elka uma máscara reutilizável que promete proporcionar um nível mais alto de proteção contra a contaminação causada pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2.

É uma máscara feita com um polímero flexível – semelhante à borracha -, moldável aos contornos da face e com micropartículas à base de sílica e prata incorporadas na superfície do material. Essas partículas, desenvolvidas no âmbito de projetos apoiados pelo Programa FAPESP de Pesquisa Inovadora em Pequenas Empresas (PIPE), possuem propriedades antimicrobianas.

“As micropartículas de prata e sílica aumentam o nível de proteção, impedindo a presença na máscara de fungos e bactérias, o que pode facilitar a adesão do novo coronavírus à superfície dos materiais”, disse Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox.

Para garantir a proteção contra o SARS-CoV-2, a máscara pode ser totalmente esterilizada lavando-se com água e sabão antes e após o uso. Para proteger as vias aéreas, esse dispositivo de proteção individual possui dois filtros descartáveis ​​de PFF2, semelhantes ao tipo N95, presentes nas máscaras atualmente utilizadas pelos profissionais de saúde.

Os filtros são inseridos nos respiradores localizados nas laterais da máscara e são protegidos por tampas que impedem o contato físico e a contaminação pelo contato direto com as mãos. A quantidade de material necessário para a fabricação dos filtros também é muito menor do que o utilizado na produção de máscaras convencionais, compara Pagotto Simões.

“O tempo necessário para a substituição do filtro deve ser determinado pelos serviços de saúde”, pondera. Segundo Pagotto Simões, os filtros de máscara contemplam os requisitos para fornecedores de matérias-primas presentes em produtos absorventes descartáveis ​​para uso externo, estipulados na resolução RDC 142 do Ministério da Saúde do Brasil.

O material também passou por testes de eficiência de filtração bacteriana (BFE) – que determinam a eficácia da filtragem bacteriológica de um produto – e atingiu o valor mínimo de 95% exigido pela regulamentação técnica para máscaras respiratórias tipo N95.

“O objetivo é obter posteriormente a certificação do material como PFF2, equivalente ao N95. Mas agora eles podem ser comercializados porque, devido à pandemia do novo coronavírus, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) relaxou as regras de fabricação de alguns produtos destinados ao combate ao COVID-19. Isso permitiu à Elka fabricar as máscaras ”, explica Pagotto Simões.

Inicialmente, serão fabricadas 200.000 máscaras, cujo custo por unidade é estimado entre 20 e 30 reais. Estima-se que as primeiras unidades sejam entregues agora no início de maio. A Elka pretende doar até 10% da produção para instituições de saúde.

“Recebemos seis pedidos antes da apresentação oficial do produto. A idéia é atender inicialmente o mercado nacional e que essas máscaras possam ser utilizadas não apenas pelos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente do atendimento a pacientes com COVID-19, mas também pela população em geral ”, afirma Pagotto Simões.

O pesquisador ressalta que, embora já tenha sido demonstrado que as micropartículas de prata e sílica produzidas atuam contra alguns tipos de vírus, ainda não há provas de que sejam capazes de eliminar diretamente o novo coronavírus. “As micropartículas têm potencial para agir contra o coronavírus. Mas pretendemos realizar testes com o objetivo de testar essa hipótese ”, afirma.

Fonte: https://noticiasdelaciencia.com/art/37963/producen-una-mascarilla-reutilizable-con-mayor-proteccion-contra-el-sars-cov-2

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